domingo, 7 de novembro de 2010

Médico-Mecânico

Primeiramente, obrigada pelas críticas construtivas sobre o primeiro post. Vocês tem razão, esse estilo é muito semelhanto ao do Ócio de Segunda-Feira. Mas não fiz isso com intenção de plagiar, mas sim porque ainda tô à procura do estilo da blogueira que há dentro de mim. Enfim, esse post vai ser bem genuíno, e eu não vou tentar fazer piadinha (só se elas vierem naturalmente) e vou falar o que tá na minha cabeça.

Segundamente, eu não quero mais fazer o post sobre o segundo dia de Ceará Music. A euforia já passou, e não tô mais com vontade de falar.

Então, deixa eu contar uma historia pra vocês! Hoje eu acordei morta de dor de cabeça, com uma crise de sinusite. Depois de ser medicada pela minha enfermeira particular (leia-se, "mainha") e de tomar um banho gostoso, a situação melhorou. Mas esse bem-estar não durou muito tempo. A dor voltou junto com nariz entupido, e lá pra meio-dia eu tomei uma Dipirona e fui dormir. Simplesmente, meia-hora depois eu acordei com meus olhos vermelhos e inchados de um jeito que eu quase não conseguia abrir, e corri pro hospital com uma crise alérgica. Fui atendida logo, e por sorte não tive um edema de glote. Tomei aqueeeela injeçãozêênha na bundjêênha, e corticóide.

Aos poucos o inchaço foi baixando a talz... Não o bastante pra evitar as piadinhas INFAMES do meu pai, tipo "Deixa eu tirar uma foto da japonesiiiiinha, Geísa Sato" porra, pai , mas o bastante pra eu voltar a abrir os olhos!

Mas essa experiência no hospital (provavelmente a terceira esse ano) me abriu os olhos para dois probleminhas... mões... não sei. Primeiro sobre a política da maioria dos hospitais, que diz que pessoas abaixo de 15 anos e 8 meses devem ser atendidas na pediatria. AAAHH, FUCK YOU! E eu que me ferro, porque com meus quase 14 anos e minha estatura levemente acima da média (1,64m), sou obrigada a ficar deitada em uma cama que não é preparada pra gente do meu tamanho (fico com os pés de fora), e sou obrigada a ficar do lado de um monte de criança chorona que caga nas calça! O que me leva a segunda crítica:

OS MÉDICOS-MECÂNICOS! Poisé. Eu fiquei abismada com a falta de amor na atitude dos pediatras daquele hospital (e de muitos outros) em relação as crianças. Alguém que escolheu uma profissão como a de ser médico tem que ter mais do que tato pra lidar com pessoas. Imagine com crianças. Crianças não compreendem o hospital, as doenças, os remédios, a dor, etc. Tudo o que elas precisam é de alguém que as reconforte dizendo que está lá para ajudar, que vai levar a dor embora, que vai ficar tudo bem. Além dos pais, esse alguém deveria ser o médico.

Médicos são figuras importantíssimas na sociedade. Imaginem nossas vidas sem eles? Médicos tem que se mostrar mais do que prestativos para com seus pacientes. Não só porque é pra isso que eles são pagos, mas por amor ao próximo e a vida. Eles estão lidando com vida. Com metafísica. Por isso, o mínimo que eles podem fazer é passar um sentimento de confiança a uma pobre criança com o rádio quebrado (tinha uma garotinha na minha frente prestes a ser cirurgiada por causa disso), para que não haja esse fantasma fantasioso de que médicos são maus.

Comentei isso com minha mãe, e ela disse que o tempo deixa as pessoas assim. Pode ser verdade. Quem sabe algum dia esses médicos que vi hoje foram profisionais apaixonados por salvar vidas, mas que hoje deixam os pacientes passarem como se fossem só mais um. Que hoje tratam os doentes como se fossem robôs, e eles, mecânicos. Como se a saúde pudesse esperar o lanche da tarde desses grandissísimos e intenligentíssimos médicos-mecânicos (digo isso porque foi o que eu passei hoje). O que eu quero dizer é que eles precisam de mais paixão e dedicação aos pacientes...

Eu espero que se algum dia, futuramente, eu conseguir seguir essa profissão, que eu nunca perca a humanidade de me colocar no lugar do outro, a bondade, a simpatia e o amor a profissão e aos pacientes. Espero que eu possa recorfortá-los sempre que estiverem em situações angustiantes, como a de estar doente num ambiente hostil e assustador, como o de um hospital.

Enfim, quero saber o que vocês acharam do post, e se quiserem dar pitaco sobre esse assunto, tô doida pra saber a opinião de vocês. Comentem!
Beijos!

P.S.: Perdoem a pouca coesão. Mas se vocês entenderam o que eu quis dizer, levantem a mão õ/

P.S.2: Se tiverem tempo, por favor votem nesse músico para o Prêmio Musique do jornal Estadão. Ele, Júlio Lima, é meu ex-cunhado (hahhaha, poisé), mas além disso é um artista autoral no qual eu acredito e que merece o devido reconhecimento por suas músicas altamente originais. Pra quem tiver interesse em ouvi-las, segue o endereço do MySpace dele: JulioLimaRN

LINK DA VOTAÇÃO

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